Em mensagens, conselheira cita problemas de infraestrutura e apagão.
Telegramas estão entre mais de 250 mil documentos vazados por site.
Mensagens enviadas por telegrama da embaixada americana em Brasília e reveladas pelo site WikiLeaks mostram que os Estados Unidos estão preocupados com a segurança da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil.
A escolha do país como sede das Olimpíadas já era um dos temas das reuniões bilaterais entre diplomatas e militares mesmo antes do anúncio, segundo o site. Em um dos telegramas, a conselheira para assuntos administrativos da embaixada, Cherie Jackson, afirma que o apagão que atingiu 18 estados brasileiros em 10 de novembro de 2009 era uma “excelente ocasião” para tratar do assunto.
A conselheira, no entanto, afirma que a segurança física das instalações deve ser uma prioridade cada vez maior à medida que se aproximam os jogos. De acordo com ela, autoridades brasileiras “admitem a possibilidade de um ataque” e estariam identificando as instalações que precisam ser protegidas.
"O Brasil pode estar aberto a buscar cooperação em proteção crítica de insfraestrutura", afirma.
Cherie Jackson faz ainda um apelo para que diversos setores do governo dos EUA explorem as oportunidades a médio prazo no país.
Olímpiadas no Rio - O futuro é hoje
Em outro telegrama, assinado pela ministra-conselheira da embaixada, Lisa Kubiske, aponta oportunidades comerciais e militares. Segundo o site, no dia 24 de dezembro de 2009 o Departamento de Defesa dos EUA recebeu um relatório intitulado “Olimpíadas do Rio – O Futuro é Hoje”.
“O governo brasileiro compreende que enfrenta desafios críticos na preparação dos Jogos de 2016 e demonstrou grande abertura em áreas como compartilhamento de informações a cooperação com o governo dos Estados Unidos - chegando até a admitir que poderia haver a possibilidade de ameaças terroristas", diz o documento.
Segundo o documento, a admissão, "pouco usual" para um "governo que oficialmente acredita que não existe terrorismo no Brasil", foi feita por um assessor do Ministério de Relações Exteriores. "Além de preparar as oportunidades comerciais que os jogos vão oferecer às empresas americanas, o governo dos EUA deveria se aproveitar do interesse do Brasil no sucesso olímpico para progredir na cooperação bilateral em segurança e troca de informações”, diz.
'Jeito tipicamente brasileiro'
Num dos trechos das mensagens, a funcionária da embaixada dos EUA reclama ainda da falta de planejamento para os dois eventos. "Articular os objetivos mais amplos e deixar os detalhes para o último minuto pode ser o jeito tipicamente brasileiro, mas pode gerar problemas", comenta Kubiske.
"Os atrasos que esperamos do governo brasileiro em planejar e executar os trabalhos de preparação para uma Copa do Mundo e Olimpíadas bem-sucedidas com certeza vão gerar um ônus maior para o governo americano poder garantir que os padrões necessários serão alcançados", diz a mensagem.
Kubiske volta a citar as oportunidades para os EUA em se envolver na estrutura e recursos para os jogos. "Já existem oportunidades para o governo americano para buscar colaboração em função dos Jogos, incluindo aumentar a cooperação e a expertise brasileira em contraterrorismo", afirma o telegrama.
A escolha do país como sede das Olimpíadas já era um dos temas das reuniões bilaterais entre diplomatas e militares mesmo antes do anúncio, segundo o site. Em um dos telegramas, a conselheira para assuntos administrativos da embaixada, Cherie Jackson, afirma que o apagão que atingiu 18 estados brasileiros em 10 de novembro de 2009 era uma “excelente ocasião” para tratar do assunto.
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“A preocupação, recentemente ampliada, com a infraestrutura brasileira depois do blackout, aliada à necessidade de resolver desafios de infraestrutura na contagem regressiva para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, apresentam uma oportunidade para os EUA se envolverem em desenvolvimento de infrastrutura e também na proteção de infraestrutura crítica e segurança cibernética", escreveu Cherie Jackson a Washington.A conselheira, no entanto, afirma que a segurança física das instalações deve ser uma prioridade cada vez maior à medida que se aproximam os jogos. De acordo com ela, autoridades brasileiras “admitem a possibilidade de um ataque” e estariam identificando as instalações que precisam ser protegidas.
"O Brasil pode estar aberto a buscar cooperação em proteção crítica de insfraestrutura", afirma.
Cherie Jackson faz ainda um apelo para que diversos setores do governo dos EUA explorem as oportunidades a médio prazo no país.
Olímpiadas no Rio - O futuro é hoje
Em outro telegrama, assinado pela ministra-conselheira da embaixada, Lisa Kubiske, aponta oportunidades comerciais e militares. Segundo o site, no dia 24 de dezembro de 2009 o Departamento de Defesa dos EUA recebeu um relatório intitulado “Olimpíadas do Rio – O Futuro é Hoje”.
“O governo brasileiro compreende que enfrenta desafios críticos na preparação dos Jogos de 2016 e demonstrou grande abertura em áreas como compartilhamento de informações a cooperação com o governo dos Estados Unidos - chegando até a admitir que poderia haver a possibilidade de ameaças terroristas", diz o documento.
Segundo o documento, a admissão, "pouco usual" para um "governo que oficialmente acredita que não existe terrorismo no Brasil", foi feita por um assessor do Ministério de Relações Exteriores. "Além de preparar as oportunidades comerciais que os jogos vão oferecer às empresas americanas, o governo dos EUA deveria se aproveitar do interesse do Brasil no sucesso olímpico para progredir na cooperação bilateral em segurança e troca de informações”, diz.
'Jeito tipicamente brasileiro'
Num dos trechos das mensagens, a funcionária da embaixada dos EUA reclama ainda da falta de planejamento para os dois eventos. "Articular os objetivos mais amplos e deixar os detalhes para o último minuto pode ser o jeito tipicamente brasileiro, mas pode gerar problemas", comenta Kubiske.
"Os atrasos que esperamos do governo brasileiro em planejar e executar os trabalhos de preparação para uma Copa do Mundo e Olimpíadas bem-sucedidas com certeza vão gerar um ônus maior para o governo americano poder garantir que os padrões necessários serão alcançados", diz a mensagem.
Kubiske volta a citar as oportunidades para os EUA em se envolver na estrutura e recursos para os jogos. "Já existem oportunidades para o governo americano para buscar colaboração em função dos Jogos, incluindo aumentar a cooperação e a expertise brasileira em contraterrorismo", afirma o telegrama.
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- Sandra01/12/201023h01Neste ponto, mas somente neste ponto, nós brasileiros e o resto do mundo concordamos que é uma grande verdade.
- Adriano01/12/201022h35A minha única preocupação é se o Brasil vai perder a Copa de novo. Já teve PAN-AMERICANO, já teve outros eventos no Brasil... esses americanos tem que cuidar é do próprio traseiro. Só eu posso falar mal do meu país.
- WhatEver01/12/201022h31Ele ta errado por acaso, Brasil não suporta nem campeonato municipal de pulga la no Acre, que provavel vai ter transito e nao tera como chegar nos locais, fora ser assaltado, mas enfim neh, cada um acredita no que quer. VAI BRASIL. ¬¬
- Preocupado01/12/201022h30eu tabém estou preocupado
- lolita01/12/201022h25o Brasil tà com os olhos maiores que a barriga. onde jà se viu, organisar jogos com uma infraestrutura aerea catastroficas, um caos ! deixou se desenvolver o trafico de droga durante anos etc...
- Andrea 01/12/201022h21Ah, fuck america. Voltem pro mar oferendas.
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