Ao tomar posse na presidência da República, Dilma Rousseff afirmou: “temos que governar para aqueles que nos apoiaram e aos que não nos apoiaram”. “Sou presidenta de todos os brasileiros.”
Decorridos mais de cem dias de uma governança própria, marcada pelo seu estilo prático e pulso firme, Dilma quebrou o tabu criado por seus opositores de que seria ciceroneada pelo seu criador político, o ex-presidente Lula, que se revelou sempre disposto a aparecer mais que o necessário.
Libertando-se paulatinamente das amarras que durante anos a prendeu ao antecessor e aos seus assessores, afirmou: “Quando há sol bem violento que atinge a cidade, sou a favor da sombra”. “Mas quanto às demais sombras, não acho que sejam compatíveis.”
Demonstrando firmeza, dando personalidade própria à sua gestão e revelando disposição para o embate político, submeteu o arrogante PMDB e demais aliados que ousaram torná-la refém do Poder Legislativo federal.
Ainda na seara política, a presidente Dilma tem se revelado assaz pragmática. Sob o argumento de que o Estado de Minas Gerais é seu berço natal, mas antevendo que o senador mineiro Aécio Neves será o mais forte dos opositores ao seu projeto de governo, Dilma tem se aproximado do governador Antônio Anastasia.
O tucano mineiro foi o primeiro governador a ser recebido pela presidente com quem, a esta altura dos acontecimentos políticos, já esteve por mais três vezes, duas delas quando, ao visitar o Estado, a presidente garantiu a Minas Gerais alguns importantes melhoramentos, dentre os quais, a construção pela Petrobrás de uma usina de amônia e um gasoduto ligando Minas a São Paulo.
Com a chegada do presidente Obama ao Brasil, Dilma buscando mais reciprocidade nas relações comerciais com os Estados Unidos da América, lembrou ao visitante que o comércio é uma via de mão dupla, demonstrando insatisfação quanto às barreiras impostas pelos “yankee” ao etanol, suco de laranja, algodão, carne bovina e outros produtos “Made in Brazil”. Quanto à aspiração do Brasil a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, em vez do desejado “sim”, Obama, saindo pela tangente, polidamente respondeu que seu País a vê com “apreço”.
Quanto ao seu relacionamento com os militares, contra quem lutou quando estavam no poder, após abrir mão da protocolar continência, a presidente enalteceu o regime democrático, afirmando: “Um País que conta, como o Brasil, com Forças Armadas caracterizadas por um estreito apego às suas obrigações constitucionais, é um País que corrigiu seus próprios caminhos e alcançou elevado nível de maturidade institucional”.
Disposta a erradicar a extrema miséria e não somente a levar aos mais carentes o pão de cada dia, como seu antecessor fazia com o bolsa família, a nova presidente se preocupa em, através de cursos de capacitação profissional, emancipar a população mais pobre das agruras de um orçamento deficitário, realçando também a importância da participação da mulher na independência financeira da família.
Quanto ao relacionamento com outros países, o governo Dilma é nitidamente diferente daquele levado a efeito pelo seu antecessor. Com o Paraguai a quem Lula prometeu um linhão para a transmissão de energia de Itaipu a Assunção no valor de US$ 400 milhões, “dando de ombros”, a presidente realçou que, por não constar no orçamento da União, será postergado.
Com o Irã e Cuba, seguidamente cortejados por Lula, o relacionamento institucional foi alterado, de vez que a presidente Dilma repudia decididamente quaisquer ameaças aos direitos humanos.
Outra iniciativa do governo Lula jogada a escanteio pela nova presidente, foi a aquisição de 36 novos aviões de caça que custaria ao Brasil vários bilhões de dólares.
O mais recente sucesso da presidente Dilma foi a sua viagem à China, quando conseguiu algumas concessões do governo chinês, nosso principal parceiro nas relações econômicas.
Conseguindo do governo chinês uma encomenda dos jatos executivos Legacy e Lineage, a Embraer manterá naquele país, o segundo maior comprador de nossos aviões, as dependências para a montagem dos mesmos. Dos 65 jatos E 190, produzidos em São José dos Campos, encomendados pela China à Embraer, já foram entregue 38, restando ainda a liberação dos 27 restantes.
A presidente Dilma foi considerada pela revista americana Time uma das 100 personalidades mais influentes do mundo, em 2011.
Decorridos mais de cem dias de uma governança própria, marcada pelo seu estilo prático e pulso firme, Dilma quebrou o tabu criado por seus opositores de que seria ciceroneada pelo seu criador político, o ex-presidente Lula, que se revelou sempre disposto a aparecer mais que o necessário.
Libertando-se paulatinamente das amarras que durante anos a prendeu ao antecessor e aos seus assessores, afirmou: “Quando há sol bem violento que atinge a cidade, sou a favor da sombra”. “Mas quanto às demais sombras, não acho que sejam compatíveis.”
Demonstrando firmeza, dando personalidade própria à sua gestão e revelando disposição para o embate político, submeteu o arrogante PMDB e demais aliados que ousaram torná-la refém do Poder Legislativo federal.
Ainda na seara política, a presidente Dilma tem se revelado assaz pragmática. Sob o argumento de que o Estado de Minas Gerais é seu berço natal, mas antevendo que o senador mineiro Aécio Neves será o mais forte dos opositores ao seu projeto de governo, Dilma tem se aproximado do governador Antônio Anastasia.
O tucano mineiro foi o primeiro governador a ser recebido pela presidente com quem, a esta altura dos acontecimentos políticos, já esteve por mais três vezes, duas delas quando, ao visitar o Estado, a presidente garantiu a Minas Gerais alguns importantes melhoramentos, dentre os quais, a construção pela Petrobrás de uma usina de amônia e um gasoduto ligando Minas a São Paulo.
Com a chegada do presidente Obama ao Brasil, Dilma buscando mais reciprocidade nas relações comerciais com os Estados Unidos da América, lembrou ao visitante que o comércio é uma via de mão dupla, demonstrando insatisfação quanto às barreiras impostas pelos “yankee” ao etanol, suco de laranja, algodão, carne bovina e outros produtos “Made in Brazil”. Quanto à aspiração do Brasil a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, em vez do desejado “sim”, Obama, saindo pela tangente, polidamente respondeu que seu País a vê com “apreço”.
Quanto ao seu relacionamento com os militares, contra quem lutou quando estavam no poder, após abrir mão da protocolar continência, a presidente enalteceu o regime democrático, afirmando: “Um País que conta, como o Brasil, com Forças Armadas caracterizadas por um estreito apego às suas obrigações constitucionais, é um País que corrigiu seus próprios caminhos e alcançou elevado nível de maturidade institucional”.
Disposta a erradicar a extrema miséria e não somente a levar aos mais carentes o pão de cada dia, como seu antecessor fazia com o bolsa família, a nova presidente se preocupa em, através de cursos de capacitação profissional, emancipar a população mais pobre das agruras de um orçamento deficitário, realçando também a importância da participação da mulher na independência financeira da família.
Quanto ao relacionamento com outros países, o governo Dilma é nitidamente diferente daquele levado a efeito pelo seu antecessor. Com o Paraguai a quem Lula prometeu um linhão para a transmissão de energia de Itaipu a Assunção no valor de US$ 400 milhões, “dando de ombros”, a presidente realçou que, por não constar no orçamento da União, será postergado.
Com o Irã e Cuba, seguidamente cortejados por Lula, o relacionamento institucional foi alterado, de vez que a presidente Dilma repudia decididamente quaisquer ameaças aos direitos humanos.
Outra iniciativa do governo Lula jogada a escanteio pela nova presidente, foi a aquisição de 36 novos aviões de caça que custaria ao Brasil vários bilhões de dólares.
O mais recente sucesso da presidente Dilma foi a sua viagem à China, quando conseguiu algumas concessões do governo chinês, nosso principal parceiro nas relações econômicas.
Conseguindo do governo chinês uma encomenda dos jatos executivos Legacy e Lineage, a Embraer manterá naquele país, o segundo maior comprador de nossos aviões, as dependências para a montagem dos mesmos. Dos 65 jatos E 190, produzidos em São José dos Campos, encomendados pela China à Embraer, já foram entregue 38, restando ainda a liberação dos 27 restantes.
A presidente Dilma foi considerada pela revista americana Time uma das 100 personalidades mais influentes do mundo, em 2011.
Milton Fraschetti
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