Sabidamente, a população brasileira é mal representada pelos seus políticos.
Ao se candidatarem a
qualquer pleito eleitoral, o futuro parlamentar ambiciona, antes de tudo, pôr
as mãos na carne seca.
O candidato pode
prometer o que lhe der na cabeça, mas trocando em miúdos, ele quer é se dar
bem, ou melhor, muito bem.
Os cargos, desde os
mais modestos na vereança já premiam o ladravaz com salários polpudos, e com um
elenco de mordomias que causam inveja à realeza londrina.
Mas isto não basta,
pois o afortunado passa a gozar de vantagens mirabolantes, a começar pelo puxa
- saco nativo que ao defrontar - se com o iluminado só falta
jogar - se ao solo para que a autoridade lhe passe por cima para não
sujar a sola do sapato.
É triste, mas é a pura
verdade, e o brasileiro se presta com vibrante orgulho a ser um servil
inveterado. É da nossa tradição a subserviência gratuita.
O quanto de mal os
nossos representantes nos causam, e o quanto usufruem no exercício de seus
cargos é um descalabro cantado em prosa e verso.
Além de projetos
fajutos e de acertos que aumentam as suas possibilidades de enriquecimento, a
toda força, e em surdina e na calada da noite, os bravos vilipendiadores do bem
estar da sociedade votam auto - benesses de estremecer mesmo os mais patifes.
Mais assessores, mais
verbas de representação, mais recursos para aluguéis, para a compra de ternos,
para a conta telefônica, mais gastos com transporte, e uma infindável lista que
se torna lauta de recursos que inundam os seus bolsos.
E não esqueçamos de
que os Partidos recebem um pró - labore mensal pago por nós, para encher o
nosso saco
É dantesco, mas é
verdade. Mas, ainda, vem mais.
Como você, estou às
lagrimas, pois, conforme os planos dos petistas, o objetivo é que devemos pagar
a campanha eleitoral dos sacripantas. Além de aguentar a demagogia populista de
todos os candidatos, devemos pagar as suas campanhas eleitoreiras, para sermos
espoliados pelos futuros eleitos; um presidente, 81 senadores, 513 deputados
federais, 1.059 deputados estaduais e 56. 810 mil vereadores.
A frágil argumentação
de que o Estado pagando os custos das campanhas poderia conter algo de
positivo, é mais uma enrolação, pois é gritante que as empresas prosseguirão
patrocinando os seus candidatos, e algumas, as mais espertas, inclusive
colaboram com diversos candidatos, até dos oponentes.
Assim, como na oração,
peço, “Senhor, afasta de mim este cálice”, pois já nos basta aguentar
esta malta de cretinos, que ainda querem que paguemos a sua eleição.
Sim, entre as inúmeras
(centenas) de brados e palavras de ordem que insuflaram os manifestantes, a da
REFORMA POLÍTICA talvez seja a mais contundente e necessária, pois uma faxina
na atual mamata parlamentar, com o corte de direitos abusivos, dos salários
escandalosos e de uma cornucópia de bondades de arrepiar, seria a glória.
Sim, eles merecem uma
Reforma Política nas fuças, mas nada que dependa da sua votação, pois
neste caso, o projeto só será aprovado no dia de São Nunca.
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira
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