segunda-feira, 22 de julho de 2013

CPI da espionagem deve convocar FHC para explicar entrega dos satélites da Embratel para os EUA




Só tucano que se finge de ingênuo pode se dizer surpreendido com a
 espionagem dos EUA sobre telefonia e dados de brasileiros.
 
Não faltaram advertências de analistas para avisar com todas as letras que
a entrega da Embratel para uma empresa dos EUA como foi o caso da MCI
World Comm na privataria tucana de 1998 era estender o tapete vermelho
para o governo dos USA grampear as redes e satélites brasileiros.
 
O dinheiro dos paraísos fiscais descritos no livro "A Privataria Tucana"
falou mais alto, e o tucanato de FHC vendeu a Embratel de porteira
fechada, com satélites, redes de fibra ótica e tudo. Nos primeiros anos
pós-privatização a Embratel era hegemônica nas redes nacionais e
internacionais de longa distância.
 
Nas ligações locais de Brasília o controle estava nas mãos da Brasil
Telecom, empresa controlada pelo Citibank através do banco Opportunity.
Tudo dominado.
 
As empresas tiveram por um bom tempo o controle sobre todas as ligação
nacionais e internacionais, sobre o tráfego de dados na internet. Pode
perfeitamente ter gravado clandestinamente ligações com fins de espionagem
diplomática, militar, comercial, industrial, de chantagem, etc, e
repassado ao governo note-americano informações sensíveis. E não havia nada
que impedisse isso, pois não adianta nada estar proibido na lei, se ações
de espionagem são por natureza clandestinas e secretas, e se não há
controle nacional sobre as atividades.

Mesmo depois que o controle acionário foi transferido pela Telmex, o
controle norte-americano sobre as informações continuou presente, através de
serviços de empresas dos EUA para a operadora mexicana, e de equipamentos,
softwares e controle de satélites.

Pode-se afirmar, sem exagero, que o governo FHC fez um verdadeiro
planejamento estratégico meticulosamente preparado para o governo
norte-americano bisbilhotar a tudo e a todos.
 
Agora que o senado decidiu abrir uma CPI para investigar a espionagem, o
vendilhão da pátria número 1, FHC, tem que ser convocado, se preciso por
condução coerciva pela Polícia Federal, para explicar o inexplicável.




 

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