quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Ministério Público apura condições de trabalho dos médicos cubanos

Objetivo é investigar se benefícios oferecidos respeitam as normas internacionais

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) decidiu nesta terça-feira, 27, instaurar inquérito civil para apurar denúncias de supostas violações de direitos humanos de cubanos participantes do programa Mais Médicos. De acordo com nota divulgada pela assessoria da Procuradoria da República no Distrito Federal, o objetivo "é verificar se as condições de trabalho oferecidas aos ''intercambistas'' estão de acordo com as normas internas e internacionais de proteção aos direitos humanos, cuja defesa compete ao MPF".

A investigação será conduzida pelo 5.º Ofício de Cidadania da Procuradoria da República do Distrito Federal. Segundo a nota, nesta terça-feira foram pedidas informações aos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Educação, Aloizio Mercadante, e às Organizações Pan-Americana (Opas) e Mundial de Saúde (OMS).

O Ministério Público Federal quer ter acesso à cópia do "Acordo de Cooperação técnica para ampliar o acesso da população brasileira à atenção básica em saúde", que foi assinado pelo governo no dia 21 com a Opas. Após o recebimento do pedido de informações, as autoridades têm 15 dias para responder aos questionamentos. 

Médicos cubanos terão salário integral

LAÍS ALEGRETTI - Agência Estado
A vice-ministra de Saúde de Cuba, Marcia Cobas, afirmou nesta segunda-feira, 26, que os profissionais cubanos recebem 100% de seus salários. Durante discurso de abertura da fase de avaliação do programa Mais Médicos, Cobas disse que a intenção dos profissionais cubanos não é ocupar o espaço do médico brasileiro. "Queremos ir aos lugares onde a população mais precisa, onde não tem médico", disse.


"Cuba é um país sem muitos recursos naturais. Nossos recursos são homens e mulheres que se preparam com conhecimento para tratar do nosso povo e do povo que precisa", afirmou. Ao fim do discurso, os profissionais aplaudiram Cobas em pé. Estão presentes 176 profissionais que vieram de Cuba e 23 que se formaram em outros países, principalmente Portugal e Espanha. Eles farão, no Distrito Federal, o módulo de acolhimento e avaliação, que dura três semanas. Depois disso, vão para os locais definitivos onde atuarão no atendimento à população.





Veja também: 




Nenhum comentário: