Nesse artigo, eu planejo dar vários
argumentos comprovados que mostram que parte dos brasileiros tem ascendência
judaica. Os fatos mencionados aqui podem ser desconhecidos para muitos, mas
eles são historicamente verdadeiros e podem ser provados. Porém, o percentual
da população brasileira que descende dos judeus é alvo de discussão. Algumas
fontes indicam que, pelos menos, 1/10 (um décimo) da população no Brasil hoje
têm ascendência judaica; outras diriam 45% ou até mesmo 50-60%.
Brasileiros descendem principalmente dos
portugueses (que colonizaram o país), os africanos (antigos escravos) e dos
índios.
Então, como os judeus chegaram ao Brasil?
Os judeus chamavam a Península Ibérica
“Safarade” (Obadias v. 20). Tem havido judeus na Península Ibérica desde tempos
remotos. Se você procurar por Társis num mapa bíblico, verá que ela era
localizada na Península Ibérica. A Bíblia faz referência a Társis em alguns
versículos (2 Cr. 9:21, 20:36; Sl. 48:7, 72:10; Is. 23:14; Jo. 1:3). O termo
hebraico para “hebreu” é “ivri” e é dito que os judeus deram a Safarade o nome
de “Iveria”, que, de acordo com um site judeu, significa “o lugar dos hebreus”
(note a semelhança com “Ibéria”).
Em 1492, a Rainha Isabel I de Castela e Rei
Fernando II de Aragão expulsaram da Espanha todos os judeus espanhóis que se
recusaram a se converter ao catolicismo (os convertidos eram chamados marranos,
conversos ou cristãos-novos), muitos dos quais (cerca de 60.000) fugiram para
Portugal, onde puderam praticar sua religião livremente for alguns anos. Em
1497, uma lei entrou em vigor em Portugal que exigia a expulsão da comunidade
judaica do país. Temendo deixar tanta gente (e dinheiro) partir, Dom Manuel
(Rei de Portugal) exigiu a conversão de todos os judeus ao catolicismo num
período de 10 meses – se não o fizessem, eles teriam que deixar Portugal e suas
colônias ultramarinas. Em abril de 1499, uma lei entrou em vigor que proibia
todos os cristãos-novos de deixarem o país.[pt.wikipedia.org/cristao-novo]
O Brasil foi uma colônia portuguesa do século
16 ao 19. Os judeus chegaram aos Brasil em 1500 (ano de sua descoberta) nos
primeiros barcos a chegar ao país. Houve tempos nos quais eles puderam praticar
sua religião livremente, mas o Santo Ofício visitou o Brasil 2 vezes (1591-95/1618) buscando qualquer
traço de Cripto-judaísmo (judeus que praticavam suas crenças judaicas
secretamente, fingindo que não o faziam). Eles eram forçadas a ser batizados e
receber nomes e sobrenomes portugueses (os mais comuns entre eles sendo
Rodrigues e Nunes).
“Nos primeiros 250 anos da nossa história
formal a presença judaica, embora expressiva, manteve-se na clandestinidade por
força dos editos de expulsão em Portugal (1496-1497) e da violência da
Inquisição…
Paradoxalmente, o fim da discriminação
contra os cristãos novos (1773) e a diminuição do ímpeto inquisitorial fizeram
desaparecer da vida brasileira quaisquer traços judaicos.” (Morashá, edição 26,
1999, “A Presença Judaica no Brasil”)
Uma edição de Julho de 2008 da revista Morashá continha um artigo intitulado (Origens Judaicas do Povo Brasileiro) de Rachel Mizrahi. Ela escreveu: “Nenhum país das Américas tem história tão marcada pela presença do povo judeu como o Brasil.”
Ela continua: “Apesar das proibições legais,
grande número de cristãos novos buscou as possessões americanas. No Brasil,
podiam ser encontrados em todas as capitanias, posicionados em diversas
ocupações…”
Anita Novinsky (escritora especializada no
assunto da história judaica no Brasil) escreveu na página 67 do seu livro
“Cristãos-Novos na Bahia) que de 10 a 20% da população branca de Salvador
(capital da colônia e principal porto) tinham ascendência judaica.
Um artigo intitulado “A Comunidade Judaica na
Bahia” pela historiadora Esther Regina Largman em www.morasha.com(Revista Judaica Ortodoxa –
edição 36, março 2002) revela os seguintes comentários: “A memória e história
dos imigrantes, antes mergulhadas na apatia e desinteresse, estão sendo
resgatadas por novos estudos. Personagens que numa vinda temerária atravessaram
um oceano, deixando para trás sua língua, seus hábitos, seu cotidiano e até a
própria família… Os réus dos tribunais da Inquisição são testemunhos preciosos.
Quando a Carta de Lei, de 25/05/1773 do Marquês de Pombal decretou a distinção
entre cristãos-novos e velhos, no reinado de D. José II, os remanescentes já
haviam esquecido suas origens – pois haviam-se tornado bons católicos…”
Um viajante francês chamado François Froger
foi ao Rio de Janeiro em 1695 e disse que, pelo menos, ¾ (três quartos) da sua
população era de origem judaica [1].
66% dos casamentos entre 1670 e 1720 no Rio
de Janeiro foram entre cristãos-novos.
No século 18, os judeus (marranos)
constituíam aproximadamente de 15 a 20% da população na Bahia, Rio de Janeiro e
Minas Gerias [2], enquanto metade da população branca na Paraíba também era de
origem judaica [3]. Essas estatísticas não incluem os cristãos-novos
brasileiros que nunca foram perseguidos ou presos (pois os números são contados
baseados em documentos históricos inquisitoriais do Santo Ofício).
Os holandeses invadiram o Brasil em 1624 e
governaram principalmente sobre Pernambuco até 1654. Eles trouxeram consigo
muitos marranos e muitos outros vieram de outras partes da colônia para
Pernambuco, onde tiveram relativa liberdade religiosa. Eles chegaram a
construir uma sinagoga (que mais tarde foi desativada pelos espanhóis quando
eles tomaram o território). Durante a “ocupação holandesa”, havia mais judeus
em Recife (capital de Pernambuco) do que em Amsterdã [4].
Veja esse interessante artigo do site Jewish
Encyclopaedia (tradução minha):
“Em 1610, os médicos da Bahia já eram
mencionados, que são descritos como sendo cristãos-novos em sua maioria, que
prescreviam carne de porco para que diminuir suspeitas e acusações de
“judaizar”. Pyrard, o historiador que visitou o lugar em 1610, declara que
havia um rumor na época que o rei da Espanha ‘deseja estabelecer a Inquisição
aqui, pelo qual os judeus estão muito atemorizados. ’
Se as pessoas a quem Pyrard se referiu eram
observadores da fé judaica é um questão duvidosa; ele provavelmente se referia
a pessoas da raça judaica. É certo que a profissão aberta do judaísmo não era
tolerada naquele tempo.
Os princípios da historia dos judeus na
Bahia, como em outras partes do Brasil, estão embaladas em obscuridade,
principalmente pela razão de que os primeiros colonizadores judeus eram
marranos ou cristãos-novos. Eles tinham deixado Portugal, quando ficou muito
difícil para eles continuar lá por causa da vigilância extrema da Inquisição.
Apesar da Inquisição nunca ter sido
estabelecida no Brasil, os seus agentes estavam lá quase que do próprio início
e, em um tenro período, os cristãos-novos eram mandados de volta à Europa para
enfrentar julgamentos ante ao Santo Ofício. Por isso, logo tornou-se necessário
aos marranos no Novo Mundo que eles colocassem a máscara como tinham feito em
sua terra nativa. Geralmente, eles mantinham seu judaísmo em segredo, especialmente
na Bahia, pois a cidade logo se tornou o assento dos jesuítas e o lugar mais
católico da colônia, contendo mais de 62 igrejas no início do século 17.
Os judeus secretos na Bahia parecem ter sido
muito numerosos no início do século 17. In 1618, Dom Luiz De Sousa foi
especialmente responsabilizado pela Inquisição de enviar a de volta [a
Portugal] uma lista de todos os cristãos-novos no Brasil, com informações bem
exatas que poderia ser obtida de sua propriedade e moradia. Eles estavam entre
os habitantes mais ricos da Bahia, alguns dos quais valiam de 60.000 a 100.000
crusados. ‘Mas,’ observa os historiador, ‘eles eram desprezados pelos
compatriotas preconceituosos e corriam o constante perigo de perder sua
propriedade através de agentes do Santo Ofício.’
Nesse período os holandeses iniciaram seus
esquemas ambiciosos pela conquista do Brasil. Em conexão com as primeiras
intrigas, menção especial é feita a um Francisco Ribieiro, um capitão português
estacionado próximo a Bahia que é descrito como tendo parentes judeus na Holanda.
Foi somente quando grande perturbação
aconteceu ou quando algum poder protestante se levante no Brasil que a
população judaica apareceu distintivamente como judeus. Em tais ocasiões, os
cristãos-novos tiravam a máscara, se juntavam ao libertador, e proclamavam
abertamente sua aderência à crença anciã. Enquanto centenas de outros judeus
secretos tinham vivido na Bahia quase que desde sua fundação, só apenas no
período da invasão holandesa que eles aparecem como aderentes da fé judaica. A
guerra holandesa veio a eles como alívio, pois ela, apenas, preveniu a
introdução da Inquisição”
“… os cristãos-novos foram finalmente
absorvidos na população católica do Brasil.
Depois de 1765, e por todo século 19, judeus
não são mencionados como uma classe na Bahia.”
Eu vivo na Bahia e posso dizer que há lugares
com nomes sugestivos, como Nova Canaã e outros nomes de lugares que se referem
à terra de Canaã e aos cristãos-novos.
Então, os brasileiros são parcialmente de
origem judaica. Diz-se que os descendentes do Rei Davi habitam essa terra.
Esses fatos não são muito bem conhecidos. Eles são suprimidos e há um pouco de
especulação sobre eles. Porém, a ascendência judaica brasileira é uma verdade
que não pode ser negada. Esse assunto tem cada vez mais aumentando o interesse
de muitos brasileiros de olhar para a história de suas famílias para encontrar
qualquer evidência de suas reais origens e históricos.
A Bíblia menciona 12.000 fiéis descendentes
de Judá no fim (Ap. 12). Não seria de se admirar que alguns deles viessem do
Brasil.
[1] François Froger Rélation
d´um Voyage fait em 1695, 1696 et 1697 aux cotes d´Afrique, detroit de
Magellan, Bresil, Cayenne et Isles Antilles par une esquadre des vasseaux du
Roi, commandée par M. de Gennes faite par lê Sieur Froger , Ingenieur
volontaire sur le vaisseau le Faucon Anglois. Amsterdam, chez les
heritiers d´Antoine Schelte, MDCXCIX, p74-75
[2] Ferreira, Lina
G., Heréticos e Impuros; Novinsky Anita, Cristãos-Novos.
[3] Maximiano Lopes
Machado,Historia da Provincia da Paraiba,Edt.Universitaria, ,2°ed.,Ed.Universiddade
Federal da Paraíba
[4] Wiznitzer, Arnold , Jews in Colonial Brazil , ed. Pioneira, S.Paulo, 1966.
Como relatado anteriormente, CG7 afirma
ter 1.000 congregações no Brasil (CG7 in South
America, 1000 Congregations in Brazil).Bíblia Fundo de Graham Davies também mantém contato com alguns observador do sábado no Brasil. UCG tinha (ou costumava ter) a poucas
congregações no Brasil. A igreja viva de Deus (LCG) tem pelo menos uma congregação
no Brasil.
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Mexico,
Central America, South America, and Brazil in Prophecy[Español:
México, America Central, Suramérica, y el Brasil en profecíal] [Português:
México, América Central, Ámérica do Sul, e Brasil na profecia] What
will happen to those of Latin America? Will they have prosperity? Will they cooperate with Europe? Will they
suffer in the future? What rule might the various Caribbean nations/territories
play?
Which Is Faithful: The Roman Catholic Church or the Living Church of God? Do you know that both groups shared a lot of the earliest teachings? Do you know which church changed? Do you know which group is most faithful to the teachings of the apostolic church? Which group best represents true Christianity? This documented article answers those questions. Português: Qual é fiel: A igreja católica romana ou a igreja viva do deus? TambienEspañol: Cuál es fiel: ¿La iglesia católica romana o La Iglesia del Dios Viviente? Auch: Deutsch: Welches zuverlässig ist: Die Römisch-katholische Kirche oder die lebende Kirche von Gott?
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