Roselake
esclarece que o fato de homens e mulheres sentirem receio de se relacionarem e
acabarem rotulando uns aos outros trouxe uma banalização das relações. É amante
de um lado, ficante do outro e os sentimentos acabam sendo colocados em segundo
plano, só que se envolver emocionalmente é algo natural do ser humano.
Os
rótulos são carregados de representações e funcionam como uma espécie de
defesa, em que é mais fácil dizer que fulano é isso ou aquilo do que assumir
algo mais sério, já que isso assusta. Para a profissional, o ideal é encarar a
situação e perceber que os relacionamentos amorosos existem e devem ser
verdadeiramente vividos, sem fingimentos ou distanciamentos. "Quem é que
gosta de ser chamada de peguete?", questiona a coach.
E
foi exatamente aquele tal medo que fez com que a coisa toda desandasse para o jornalista
Thiago Maia. Ele estava firme em uma relação de quatro meses, até que veio o
rótulo tentando marcar o relacionamento. Enquanto o rapaz queria chamá-la de
namorada, ela tinha horror a este nome. Conclusão: "Minha última namorada
tinha pavor à palavra namoro. Foi rotular que desandou tudo, então aprendi que
nomear é pior, que às vezes pode estragar algo legal. Tem pessoas que se sentem
presas, sufocadas, mas eu levo de boa", explicou ele.
Mas
será que é interessante ficar em um relacionamento sem saber exatamente o que
ele é? A consultora de Recursos Humanos, Fabiana Almeida, diz que quando era
mais nova os nomes dados aos seus relacionamentos tinham uma importância
tremenda, mas hoje ela percebe que é só um detalhe. Mesmo assim, ela gosta de
saber exatamente o terreno onde está pisando: "valorizo ter clareza de que
tipo de relacionamento tenho constituído com o outro para garantir que os dois
estejam 'na mesma página', mas isso não depende de um 'status'", explica.
E se
você vive relacionamentos mergulhados em zonas nebulosas, ou melhor dizendo,
com muitos rótulos e pouca clareza do que realmente acontece sentimentalmente,
saiba que é possível ser feliz sem dar nomes. Roselake explica que para isso
acontecer é preciso haver um comum acordo. "Pode começar a tirar esses
nomes tão pesados e daqui a pouco os dois virarem um para o outro e perceberem
que se amam. Amar é o estado mais sublime, quando estamos amando tudo funciona
melhor. Amem muito" recomenda a especialista.
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