terça-feira, 2 de julho de 2013

Impactos dos rótulos nas relações amorosas

 
Roselake esclarece que o fato de homens e mulheres sentirem receio de se relacionarem e acabarem rotulando uns aos outros trouxe uma banalização das relações. É amante de um lado, ficante do outro e os sentimentos acabam sendo colocados em segundo plano, só que se envolver emocionalmente é algo natural do ser humano.
Os rótulos são carregados de representações e funcionam como uma espécie de defesa, em que é mais fácil dizer que fulano é isso ou aquilo do que assumir algo mais sério, já que isso assusta. Para a profissional, o ideal é encarar a situação e perceber que os relacionamentos amorosos existem e devem ser verdadeiramente vividos, sem fingimentos ou distanciamentos. "Quem é que gosta de ser chamada de peguete?", questiona a coach.
E foi exatamente aquele tal medo que fez com que a coisa toda desandasse para o jornalista Thiago Maia. Ele estava firme em uma relação de quatro meses, até que veio o rótulo tentando marcar o relacionamento. Enquanto o rapaz queria chamá-la de namorada, ela tinha horror a este nome. Conclusão: "Minha última namorada tinha pavor à palavra namoro. Foi rotular que desandou tudo, então aprendi que nomear é pior, que às vezes pode estragar algo legal. Tem pessoas que se sentem presas, sufocadas, mas eu levo de boa", explicou ele.
Mas será que é interessante ficar em um relacionamento sem saber exatamente o que ele é? A consultora de Recursos Humanos, Fabiana Almeida, diz que quando era mais nova os nomes dados aos seus relacionamentos tinham uma importância tremenda, mas hoje ela percebe que é só um detalhe. Mesmo assim, ela gosta de saber exatamente o terreno onde está pisando: "valorizo ter clareza de que tipo de relacionamento tenho constituído com o outro para garantir que os dois estejam 'na mesma página', mas isso não depende de um 'status'", explica.
E se você vive relacionamentos mergulhados em zonas nebulosas, ou melhor dizendo, com muitos rótulos e pouca clareza do que realmente acontece sentimentalmente, saiba que é possível ser feliz sem dar nomes. Roselake explica que para isso acontecer é preciso haver um comum acordo. "Pode começar a tirar esses nomes tão pesados e daqui a pouco os dois virarem um para o outro e perceberem que se amam. Amar é o estado mais sublime, quando estamos amando tudo funciona melhor. Amem muito" recomenda a especialista.

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