terça-feira, 3 de setembro de 2013

O Brasil está preparado para a guerra?

 Suas frágeis FFAA (320 mil militares num país de 200 milhões de habitantes) teriam condições de resistir a uma invasão militar na Amazônia?


Quem e porque poderia invadir a Amazônia?

Parece que nenhumas das republiquetas da América Latina teriam condições de derrotar as FFAA brasileiras. Os EUA certamente teriam condições de invadir e de dominar o Brasil. Mas até para invadir um pequeno país como a Síria, Obama quer a “autorização” do Congresso.  Não estou conseguindo visualizar uma razão estratégica ou meramente “bushiana” para o Brasil ser invadido pelos EUA ou pela União Européia. Quando os EUA planejaram uma suposta invasão no nordeste brasileiro, em 1942, tinham uma séria justificativa que era a possível aliança de Getúlio Vargas com os nazistas.

Mas agora qual seria a justificativa? Para invadir um país hoje, os EUA precisam de desculpas como, por exemplo, a defesa da nação invadida diante de armas de destruição em massa, como foi o caso do Iraque que redundou num completo fracasso (exceto é claro para a indústria armamentista que faturou horrores – no duplo sentido da palavra).

Qual seria o cenário para que os EUA e seus aliados, como a Inglaterra invadissem o Brasil?
Uma ameaça comunista? Mas em 1964 não foi necessária nenhuma intervenção militar externa para acabar logo com essa ameaça. Estaria a Presidenta Dilma  pensando em reeditar o evento histórico janguista?  

Se reeleita, ela tem em mente destruir a burguesia e o capitalismo brasileiros ou pretende apenas fortalecer uma aliança com os Bric’s que aderiram entusiasticamente ao capitalismo?

Colocar os EUA num segundo ou terceiro plano atenderia a uma necessidade dilmística reprimida ao longo dos anos, de se vingar do imperialismo americano, mas sem acabar com a burguesia brasileira?

Mesmo os EUA não estavam preparados para a Segunda Guerra Mundial; tinham uma respeitável Marinha, mas Exército e aviação ridiculamente pequenos quando Japão e Alemanha declararam guerra em 1941. E conflitos podem surgir de repente.

Ninguém previu o ataque argentino a uma colônia britânica em 1982 no Atlântico Sul, as Falklands (ou "Malvinas", para os invasores). Havia menos de cem fuzileiros navais para defender a colônia habitada por cerca de 2.000 britânicos.




Graças à diplomacia ao longo de dezenas de anos, com destaque para o barão do Rio Branco no começo do século passado, o Brasil tem as fronteiras mais tranquilas do planeta.

Nenhum comentário: