Suas frágeis FFAA (320 mil militares num país de 200 milhões de habitantes) teriam condições de resistir a uma invasão militar na Amazônia?
Quem e porque poderia
invadir a Amazônia?
Parece que nenhumas das
republiquetas da América Latina teriam condições de derrotar as FFAA brasileiras.
Os EUA certamente teriam condições de invadir e de dominar o Brasil. Mas
até para invadir um pequeno país como a Síria, Obama quer a “autorização” do
Congresso. Não estou conseguindo visualizar uma razão estratégica ou
meramente “bushiana” para o Brasil ser
invadido pelos EUA ou pela União Européia. Quando os EUA
planejaram uma suposta invasão no nordeste brasileiro, em 1942, tinham uma
séria justificativa que era a possível aliança de Getúlio
Vargas com
os nazistas.
Mas agora qual seria a
justificativa? Para invadir um país hoje, os EUA precisam
de desculpas como, por exemplo, a defesa da nação invadida diante de armas
de destruição em massa, como foi o caso do Iraque que redundou num
completo fracasso (exceto é claro para a
indústria armamentista que faturou horrores – no duplo sentido da palavra).
Qual seria o cenário para
que os EUA e seus aliados, como a Inglaterra invadissem o Brasil?
Uma ameaça comunista? Mas
em 1964 não foi necessária nenhuma intervenção militar externa para acabar logo
com essa ameaça. Estaria a Presidenta Dilma pensando em
reeditar o evento histórico janguista?
Se reeleita, ela tem em
mente destruir a burguesia e o capitalismo brasileiros ou pretende apenas
fortalecer uma aliança com os Bric’s que aderiram
entusiasticamente ao capitalismo?
Colocar os EUA num
segundo ou terceiro plano atenderia a uma necessidade dilmística reprimida ao longo dos
anos, de se vingar do imperialismo americano, mas sem acabar com a
burguesia brasileira?
Mesmo os
EUA não estavam preparados para a Segunda Guerra Mundial; tinham
uma respeitável Marinha, mas Exército e aviação
ridiculamente pequenos quando Japão e Alemanha declararam guerra
em 1941. E conflitos podem surgir de repente.
Ninguém
previu o ataque argentino a uma colônia britânica em 1982 no Atlântico Sul, as Falklands (ou "Malvinas",
para os invasores). Havia menos de cem fuzileiros navais para defender a
colônia habitada por cerca de 2.000 britânicos.
Graças à
diplomacia ao longo de dezenas de anos, com destaque para o barão do Rio Branco
no começo do século passado, o Brasil tem as fronteiras mais tranquilas
do planeta.


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