Assad passou a coordenar, pessoalmente, os esforços de guerra na Síria
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“Se tem provas,
apresente-as ao mundo, senhor (Barack) Obama”. O desafio partiu, neste sábado,
do presidente da Rússia, Vladimir Putin, após afirmar que é “um disparate” a
denúncia de que o governo sírio tenha usado armas químicas contra seu próprio
povo. Ele demandou aos EUA que apresentem as supostas evidências encontradas ao
Conselho de Segurança da ONU.
– Dirijo-me a Obama,
prêmio Nobel da Paz: pense nas futuras vítimas sírias – disse Putin.
A possível operação
militar norte-americana na Síria terá apenas o objetivo de ajudar os
rebeldes na luta contra o regime de Bashar Al-Assad, usando armas modernas,
acrescentou o presidente russo, a jornalistas em Vladivostok. Ele acrescentou
que não se pode fornecer armas aos rebeldes, nem ensiná-los a usar armas modernas.
– A solução é única:
atacar. Se isso acontecer, será muito triste – afirmou o presidente russo.
A constatação do
presidente russo, no entanto, foi acompanhada de uma ordem expressa para uma
colossal movimentação de tropas, em direção à Síria e à Arábia Saudita. Além da
mobilização, por terra, haveria um deslocamento por mar da força naval que
acompanha o porta-aviões Almirante Kuznetsov, integrada por 20 vasos de guerra
com alto poder de fogo. Os informes sobre o envio da flotilha russa, no entanto,
permanecem desencontrados.
Segundo informes da
agência russa de notícias ITAR-TASS,
citanto uma fonte do ministério da Defesa, os navios de combate já estariam
próximos ao porto de Tartus, na Síria. Citando outra fonte, no mesmo
ministério, porém, a agência afirma que somente em dezembro deste ano haveria
uma aproximação dos cruzadores russos à costa da Síria. A fonte recusou-se a a
divulgar uma data exata do lançamento do cruzador, a partir da base naval
Severomorsk, mas sublinhou que a visita do porta-aviões a Tartus não estaria
relacionada à guerra civil na Síria.
Forças russas também
miram, em Riad, na Arábia Saudita, alvos industriais onde seriam fabricados
componentes químicos, possivelmente utilizados por rebeldes sírios para a
construção dos mísseis disparados nas áreas atingidas por gás Sarim, ou gás de
nervos, que teria causado a morte dos civis, com o objetivo de atingir a
credibilidade do governo Assad.
O príncipe saudita Bandar Bin Sultan, conhecido
como “Bandar Bush”, por sua amizade com o ex-presidente norte-americano, foi “a
personagem que tramou essa carnificina química na Síria, para obrigar os EUA a
definirem-se em favor de uma intervenção militar na Síria, de maneira aberta e
descarada”, afirma o analista militar Hernan Di Marzo, em seu perfil em uma
agência social.
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